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A sutileza das coisas inanimadas

 
Você já parou para simplesmente observar um banco de uma praça? Uma mesa naquela cafeteria que você gosta? Um ponto de ônibus? A vida é tão corrida,  não temos tempo para observar tais pequenos detalhes. No entanto, eles estão presentes a todo momento de nossa vida, coisas inanimadas que nos cercam, sem vida própria, porém cheias de significados.
 
Pense naquela mesa que você gosta de sentar sempre que vai naquele restaurante. Aquele cantinho calmo da cafeteria. Suas estantes, que vão se enchendo de pó enquanto você passa correndo por elas todos os dias. O bule largado em cima da pia, deixou pra lavar depois. Os sapatos que são jogados no canto quando você chega em casa. O tapete da sala que que conhece teu pé melhor que você. Seu sofá com mancha de café. Seu lençol amassado.
 
Tem coisas tão pequenas que parecem que nem ter significado pra nós. Nós que sempre estamos tão ocupados, perdidos na nossa grandiosa e vazia existência. Quem diabos vai reparar em detalhes assim? Não notamos que aquele banco verde do metrô está descascado cada dia mais, mal prestamos atenção no espelho rachado daquele banheiro.  Mas às vezes, bem de vez em quando, alguma coisa nos desperta atenção para esses detalhes ao nosso redor. Normalmente é a Arte que nos permite ceder nosso olhar para algo banal e lhe atribuir um novo significado.
 
Isso me traz na mente o movimento de Arte Conceitual, que tinha como objetivo desconstruir a questão estética da arte e introduzir o mundo das ideias, o mundo das possibilidades, dos questionamentos e das reflexões. Essa arte me chama atenção porque paro pra pensar que todo objeto tem valor, tem história e diz muito sobre nós. No entanto, a Arte Conceitual me encanta porque nos faz sair do lugar comum de apenas ignorar objetos ao nosso redor, ela nos questiona e nos provoca a olhar para aquele objeto de outra maneira. Ela nos convida a imaginar, pensar, criar. 
 
Não foi à toa que esse movimento artístico despertou - e ainda desperta - a frustração de muita gente, é difícil você dar de cara com um mictório exposto em um museu e chamar aquilo de Arte.
 
Parece que vamos perdendo a capacidade de olhar.


 


- LEIA: Reflexões sobre Uma e Três Cadeiras, de Joseph Kosuth

Acho interessante as discussões que a Arte Conceitual traz à tona: 
  • O que você pensa ao ver essas imagens?
  • Quais sentimentos elas te provocam?
  • O que você acha que é arte ou não? Existe um limite?
Bora conversar!
 

Mas são só objetos. Pra que ficar pensando nisso?
 
Observe:


O que te chamou atenção nessas cenas? 
 

 
Li essa Graphic Novel, Um pedaço de madeira e aço,  e fiquei absurdamente sensibilizada e emocionada com as cenas que vi. Não existem diálogos nessa história, apenas um banco, e no entanto, muitas coisas são ditas. Um único banco de madeira e aço, algo quase inquestionável, banal, praticamente invisível diante de nossas rotinas atribuladas, mas ao ler essa história pude me conectar com a essência das coisas invisíveis, das coisas banais. Pude perceber a beleza e a tristeza da passagem do tempo - que até mesmo para um banco tem significado, pois com o tempo ele também se desgasta -  e me lembrei de coisas que perdi, das coisas que ganhei e aprendi. Me lembrei de pessoas que se foram. Olhei pra dentro e percebi que se eu não ceder meu olhar e minha atenção para as pequenas coisas, as coisas banais, posso passar por uma existência ainda mais vazia, uma existência que apenas consome coisas sem nunca ir além.
 
Imagine aquele sofá da sua cafeteria favorita, ali você passou um tempo sentado durante uma parte do seu dia. Mesmo que tenha sido por pouco tempo, você participou da composição daquele lugar, você interagiu com aquele objeto. E ele fez parte de uma história sua. Você talvez não lembre a cor do sofá, mas vai lembrar da conversa que teve ali com a sua melhor amiga.
 
Imagina quantos assuntos ou silêncios não foram presenciados. Quantos beijos ou brigas. Quantos cafés. Quantas conversas. Qual será que foi o assunto mais falado ali? Quantas vidas e experiências passaram naquele corriqueiro sofá? Jovens e idosos, pessoas tentando resolver problemas, trabalhando em algum projeto, pessoas felizes, tomando um café pra comemorar.
 
Eu acredito muito em energia. Tem gente que traz aquela sensação boa, não é? Assim como tem lugares e coisas que despertam isso também. Estamos constantemente depositando nossas energias por aí.

👉 Sobre essa Graphic Novel maravilhosa, recomendo o vídeo da Drica (ô mulher foda que admiro demais)

👉E deixo AQUI o link para adquirir esse livro lindo, vale a pena! 
 
 

Diante dessas reflexões me lembrei de uma banda muuuuito querida: Apanhador Só. Os meninos super criativos que fazem parte da banda utilizam diversos objetos e ressignificam o fazer musical. Ah, é uma delícia de ouvir! E tive a oportunidade de conhecê-los e vê-los tocar pessoalmente AFFFFF ❤️ 

👉 Apenas assista isso aqui ó: PRÉDIO - Apanhador Só 

Não é o prédio que tá caindo
São as nuvens que estão passando
 
 
Que nos cresça a sensibilidade para notar a sutileza das coisas inanimadas.

 

LEITURAS DA SEMANA 

 
Estou pensando em colocar algumas leituras da semana aqui na news, o que vocês acham? 

Semana passada (semana número 47) foi embora e eu percebi que seria chato fazer um post no blog exclusivamente pra ela, porque eu só li um livro - e nem terminei. O livro que me acompanhou ao longo da semana foi Fogo e Sangue, do George R. R. Martin. É sobre a dinastia Targaeryen e estou chocada com o quanto esse livro é incrivelmente BOM. PQP! Se você já leu, vamos conversar AGORA! 

Já essa semana li a Graphic Novel que me inspirou escrever essa news, Um pedaço de madeira e aço, do Chabouté e dei continuidade à leitura de Fogo e Sangue. Ainda vai demorar um tempinho para finalizá-lo, é uma leitura longa e densa, porém, maravilhosamente divertida. E ouvi bem pouquinho do audiobook Bunny, preciso pegar ele com firmeza pra ouvir logo, antes que eu esqueça da história toda. 

👉 Tem um post no blog onde eu falo um pouco sobre audiobooks, para quem tiver curiosiodade.

 

LIVROS NOVOS

Meu aniversário foi ontem (terça-feira,26) e eu ganhei livros de presente! QUE ALEGRIAAAAA! Amo loucamente pessoas que dão livros de presente, vocês são as melhores pessoas. ❤️ 

Eu mesma me dei livros de presente, óbvio e me empolguei com algumas promoções da Amazon, acabei aproveitando para  comprar vários livros que estavam na minha lista de desejo. Vou mostrar aqui pra vocês EM PRIMEIRA MÃO, hein kkkk.



Esses não são novidade para quem me segue no insta e no twitter, porque já mostrei por lá! Ganhei a Graphic da minha mãe lindona e os outros dois eu ganhei do meu namorado incrível. Estou louca para reler Alice no pais das maravilhas :D
 

Ficção






Se em 2020 eu não terminar a série Napolitana eu não me chamo Rita, pode escrever aí porque eu vou terminar! Depois contarei mais para vocês sobre meus planos de leitura para 2020, mas finalizar as séries começadas sabe-deus-quando é uma das metas. 
 

Não-ficção








Esse último livro quem me deu foi meu querido amigo Cristiano, que lembrou do meu niver e me mandou esse presente maravilhoso! Amei demais, obrigada Cristiano, por sempre me incentivar a continuar no caminho da educação, da arte e do conhecimento. Você é incrível! 
 


Vou ficando por aqui, a gente se vê na semana que vem :D
Aproveita e me escreve de volta, conta o que você gostaria de ver aqui na newsletter, super aceito sugestões! 

Um grande abraço,
Rita Zerbinatti
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Essa newsletter foi escrita por Rita Zerbinatti
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Acúçar ou adoçante? · R. Cap. Pacheco e Chaves · São Paulo, SP 03126-000 · Brazil

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